28/11/2008

Carol Saboya: voz solta sobre um chão aberto

Quando uma voz solta chega aos nossos ouvidos e nos envolve, sabe-se que este canto suave que tem o poder de marcar fortemente leva o nome de Carol Saboya.
A voz de Carol tem a docilidade de um pão de açucar e transpira como brisa que brinca passeando no balanço do mar.
Balanço de ritmos que ela donima com impecável afinação num repertório que leva Jobim, Caymmi, Herminio Belo, Abel Silva, Donato e Lenine entre outros; ao sabor de sua voz.
Carol alia técnica e emoção com muito requinte e desde o seu primeiro disco lançado em 98, como nos seis que vieram depois; ela fez releituras importantes de músicas antigas além de introduzir novas composições. Esta é uma tendência positiva de um grupo de intérpretes, que como ela, emergiram no fim dos anos 90.
Ouvir Carol cantando é um luxo.
Sua voz tem clareza, como poucos conseguem ter.

No próximo dia 03 de dezembro ela estará lan
çando seu oitavo Cd “Chão Aberto” (Saladesom Records) com músicas do compositor Mário Seve, integrante e fundador dos quintetos Nó Em Pingo D’agua e Aquarela Brasileira.

(http://www.saladesom.com.br/carolsaboya/index.htm)
(http://www.carolsaboya.com.br/)

Carol concedeu exclusivamente para o MusaMusica entrevista que segue abaixo :

P: Para voce o que significa cantar?
Carol
: É me sentir bem, um calmante, uma felicidade... Tem vários significados! Sentimentos bons. Desde pequena quando cantava me dava uma sensação de “esse aqui é meu lugar”, por isso quando fui fazer o vestibular não tive dúvida em me inscrever na faculdade de música. E não me arrependo mesmo!

P: Quando e como voce começou a cantar?
Carol
: Comecei a cantar com uns 8 anos.Como o ambiente em casa sempre foi de música, me acostumei com melodias e acordes desde cedo.Com 8 anos gravei um compacto com o Miele aonde fizemos um dueto com a musica A MENINA E A TV. Depois participei de várias gravações que meu pai {Antonio Adolfo} produzia e cantava no coro. Para mim era sempre uma diversão. Ao invés de ir para o cinema ia gravar!

P: Técnica ou emoção, o que canta mais alto?
Carol :
Os dois juntos é o ideal. Logo que sai da faculdade, queria mostrar que tinha uma super técnica, que podia cantar qualquer melodia... Tinha uma ansiedade muito grande. Sinto isso no meu primeiro cd que gravei em 1997. Depois fui aprendendo a prestar mais atenção nas letras, pois aquilo tinha um significado maior. Acho que o amadurecimento foi tudo. O tempo foi passando e hoje acho que misturo bem as duas coisas.
Agora, cantar só com emoção e sem técnica também fica faltando alguma coisa muito importante.E acho que os cantores deveriam estudar mais música, um instrumento. Ser um músico completo.

P: Como voce escolhe o seu repertório?
Carol:
A escolha do repertorio de um cd esta totalmente ligada ao momento que estou vivendo.Parto do principio da música boa, seja ela inédita ou não. Para mim, um disco vai tomando a sua cara durante as gravações. Existe todo um processo delicioso na feitura dele. Acho esta a melhor parte. Depois do cd pronto sinto aquela sensação de dever cumprido!

P: Nos discos Bossa Nova e Nova Bossa, encontram-se músicas de sua autoria, a Carol Saboya compositora é algo ocasional?
Carol:
Como compositora sou um pouco tímida. Tenho 5 músicas gravadas nos cds do Japão.Foram encomendadas. Até então, nunca tinha pensado em compor pois achava que não seria capaz de fazer alguma coisa que quisesse cantar.Depois fui ouvindo,as pessoas foram elogiando e de vez em quando toco uma nos shows. Mas tenho um projeto de fazer um cd com músicas minhas.

P: Como voce compactua em ser cantora e professora de canto?
Carol:
Amo as duas coisas.Ser professora de canto, aconteceu por acaso, por causa da nossa escola de musica.Me dá um prazer incrivel ver os alunos evoluindo .Eles são meus maiores fãs!!! E para mim é um grande estudo, aprendo muito ensinando.

P: Você se considera uma cantora popular, de samba ou de jazz?
Carol :
Hummmm, pergunta difícil.... Me considero uma cantora de MPB ou MBB (MUSICA BOA BRASILEIRA). Adoro jazz, gostaria de cantar mais este estilo...Canto tudo o que dá vontade!

P: Por fim, o q voce pode nos adiantar sobre o seu próximo trabalho “Chão Aberto” ?
Carol: É um trabalho de canções inéditas todo dedicado à obra do Mário Seve. São canções de ritmos bem brasileiros com parceiros como Chico Cesar, Pedro Luis, Guile Wisnik e Mauro Aguiar. Estaremos lançando no dia 3 de dezembro no Teatro Rival aqui no Rio de Janeiro. É um projeto lindo, melodias lindas e uma banda afiadíssima!


“Chão Aberto” tem a participação de Mário Seve nos arranjos e sopros, Gabriel Geszti no piano, Dodo Ferreira no baixo e Cassius Theperson na bateria. Participações especiais de Edu Krieger e Daniel Gonzaga.

(reproducao da capa do CD/cedida pela cantora)
(photo /p&b/ Carol cantando em Hollywood, FL/pconstantinides.2008)

2 comentários:

monica disse...

paul! obrigadíssima pelo destaque aqui nestas plagas virtuais. o disco da carol está uma delícia. já ouviu alguma faixa? vou te enviar as minhas favoritas. beijo beijo :))

Anônimo disse...

Ola amigo,

Adorei a entrevista e estou adorando o disco. Voce ja ouviu? Pode ouvir um pouquinho no site da gravadora: "saladesom.com.br".
Bjs.
Ana