segunda-feira, 30 de novembro de 2009

04 novidades brasileiras em 2009

TAIS REGANELLI
“ANTES QUE A CANÇÃO ACABE” (2009)

Tais é uma jovem cantora e compositora, nascida em Berna, Suiça. Aos nove anos de idade sua familia voltou ao viver em Campinas, SP.
Dona de uma voz afinada e modulada; desde 1992 desenvolveu sua musicalidade ao lado de seu irmão, violinista, Henrique Torres com quem gravou dois albuns.
No primeiro semestre de 2009 ela gravou o seu primeiro album solo “Antes Que a Canção Acabe”. Disco bem produzido e com boa musicalidade traz composições de Tais e outras em parcerias com Nando Freitas. Transitando entre o samba-canção modernizado, seu trabalho tem uma marca personal interessante e transparente.

http://www.taisreganelli.com/
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“Agora Só Jazz” (Tais Reganelli)

“Noites de Sevilha” (TaisReganelli/Nando Freitas)


LIGIANA
“DE AMOR E MAR” (2009)

Ligiana é outra cantora e compositora desta nova safra. Em Brasilia ela nasceu e viveu até concluir seu estudo em canto lirico. Partiu para a Europa e estudou canto barroco na Holanda, dedicou-se a musica popular na Itália e se estabeleceu por três anos em Paris onde passou por um periodo criativo e de produção musical.
Voltou ao Brasil em 2009 com um album na mochila.
“De Amor e Mar” foi gravado parte em Paris, parte em São Paulo.
Arranjos de Fernando Cavado e Alfredo Bello, participações de Tom Zé, Philippe Baden Powell e Marcelo Pretto, entre outros.
O trabalho de estréia de Ligiana traz a marca da contemporaniedade em todas as faixas com sua voz marcante em estilo intimista e informal bailando por ritmos brasileiros como choros e sambas.

“Conselheiro”

“Chorando Baixinho”



KIKO DINUCCI
“NA BOCA DOS OUTROS” (2009)

Kiko Dinucci é paulista nascido em 1977. Desenhista e cartunista talentoso, é também um musico e compositor curioso que faz sambas influenciados por Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini e traz em sua verve a contemporaniedade tipicamente paulista que transcende da era do Lira Paulistana.
Kiko desenvolve composições proprias com o Bando AfroMacarrônico: Kiko Dinucci (violão e voz), Douglas Germano (cavaco e voz), Dulce Monteriro (voz), Railídia (voz), Julio Cesar (percussão) e Rafael y Castro (percussão).
Em 2008 gravou um album em parceria com a cantora Juçara Marçal, “Padê”.
Neste novo album ele partiu para uma produção mais ampla e diversa. Em “Na Boca dos Outros” cada faixa é -cantada por um cantor ou cantora convidada. Tem-se a cantora Juçara Marçal, Marcelo Pretto, Mauricio Pereira entre outros.

“Depressão Periférica”(Kiko Dinucci) canta Mauricio Pereira.


“Perua”(Kiko Dinucci) canta Paula Sanches.





FILIPE CATTO
“SAGA” (2009)

Filipe é o cantor e compositor de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Dono de uma voz surpreendente que traz ressonancias neymatogrossianas. Felizmente o cantor não extrapola os seus dotes vocais o que garante um resultado positivo em seu trabalho.
Compositor romantico; traz em sua musica interessantes acordes regionais do cone sul.
Catto lançou suas primeiras musicas em 2007 em uma homepage que possibilitava baixar as suas musicas. O sucesso foi tanto que o compositor reuniu uma banda (Ricardo Fá - Violão
Jua Ferreira – Bateria e Plínio Salles – Baixo) e gravou “Saga” com suas composições.

“Saga” (Filipe Catto)

“Crime Passional”(Filipe Catto)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Saudosas Bolachas (19/1972)

DOCES CANTORAS


ASTRUD GILBERTO
NOW (1972)

Astrud Gilberto, a cantora, nascida na Bahia e que desde a infancia se mudou para o Rio de Janeiro,; no inicio dos anos 70 desfrutava o prestigio do sucesso de sua gravação de “Garota de Ipanema”.
Em 1972 ela gravou em Nova York um disco trazendo a musica brasileira embalada num coquetel jazzy e psicodelico; mantendo a suavidade sonora da Bossa Nova.
Os arranjos ficaram a cargo de Eumir Deodato que toca piano em todas as faixas acompanhando de Al Gaffa (guitarra), Airto Moreira (percurssão), Ron Carter (baixo), Billy Comhan (bacteria) e Nick La Sorsa e Maria Elena Toledo (backvocal).
Astrud neste album investiu num repertório diversificado incluindo baiões, sambas, samba-rock (Jorge Benjor), toada (Milton Nascimento) e atė uma versão da canção infantil “Escravos de Jó”.

Zigy Zigy Za(Astrud Gilberto)/"Escravos de Jó"( Tradicional brasileira)

Baião(Luis Gonzaga / Humberto Teixeira)

General da Banda(Tancredo Silva / José Alcides / Sátiro de Melo)



ÁUREA MARTINS
“O AMOR EM PAZ”(1972)

Áurea Martins, cantora carioca, surgiu num programa de calouros da TV “A Grande Chance” ganhando a primeira colocação. No juri vale lembrar que fazia parte a cantora Maysa, que lhe deu a nota maxima. Áurea ganhou uma viagem a Portugal e um contrato para gravar um disco.
O disco “O Amor em Paz” traz uma cantora vibrante e tocante. A voz de Áurea resplandece neste seu primeiro disco com rara beleza.
Este disco foi um meteoro que passou pela arcada do cėu da musica brasileira em 72.
Com produção de Rildo Hora, arranjos de Luiz Eça e acompanhamento do Tamba Trio; “O Amor em Paz” ė um disco balanceado, de jazz brasileiro, sintonizado com a moderniazação do samba canção. A voz bela de Áurea.
Depois deste album Áurea investiu na carreira, cantando em casas noturnas; mas logo optou por uma carreira na area educacional. Só voltou a brilhar na musica nestes ultimos anos com o trabalho de redescoberta da Biscoito Fino que trouxe a cantora novamente ao studio.
E assim foi, o meteoro. Lindo, vistoso. Musical.

“A Insensatez”(Tom Jobim)

“Atras da Porta” (Chico Buarque)

“Preciso Aprender a Ser Só”(Marcos Valle/Paulo Sergio Valle)



DÓRIS MONTEIRO
"DÓRIS" (1972)


Doce Adelina Dóris Monteiro, nascida em 1934 na cidade do Rio de Janeiro.
Coroada, foi a ultima Rainha do Rádio; titulo que se concedia a “crooner” oficial da Rádio Nacional.
Dona de uma voz que equilibra-se entre o fino fioda estabilidade, traz sempre uma emotividade feminina e envolvente.
Em 72 ela se encontrava soberba num periodo bastante fėrtil de sua carreira adpatando-se as tormentas “modernas” dos anos 70. Gravava a trilogia de seu dueto com o cantor Miltinho e, paralelamente, os seus discos solos.
“Dóris” ė um belo registro da voz marcante desta cantora cantando Toquinho, Vinicius de Moraes, Antonio Carlos e Jocafi, Roberto e Erasmo Carlos entre outros .
“Sinceramente”

“Regra Tres” (Vinicius/Toquinho)

“Ate Voce Voltar”



CĖLIA
“CĖLIA” (1972)


Cėlia ė uma cantora que surgiu para o grande publico, em 1970, cantando e vencendo um programa de calouros da TV Tupi (“Um Instante Maestro”/Flavio Cavalcanti). Com este sucesso ela assinou contrato com a Continental .
Cėlia era uma cantora afinada, com um timbre maleável capaz de gravar vários generos musicais.
Em 1972 ela optou por um disco eclėtico cantando sambas, toadas e baladas sentimentais.
Com arranjos de Arthur Verocai o resultado sonoro do album ė equilibrado e de alto nível.
Curiosidade : A base de arranjos de uma das faixas deste disco, “Boca do Sol” foi usada na integra numa gravação do rapper norte Americano Lucradis.
“Cėlia” ė um disco básico de 1972.

Toda quarta-feira depois do amor (Luiz Carlos Sá, Zé Rodrix)

Detalhes (Erasmo Carlos, Roberto Carlos)

Dez bilhões de neurônios (Zezinha Nogueira, Paulinho Nogueira)



MARIA BETHÂNIA
“DRAMA” (1972)

Maria Bethânia ė a cantora bahiana que nos anos 60 despertou o Brasil cantando “Cárcara”.
Maria Bethânia desde o inicio de sua carreira encarnou com poesia a poesia como dor, o drama.
Em seu sėtimo disco, de uma carreira que a tornou a segunda cantor de maior vendagem de discos na história da musica brasileira, nada melhor lhe cairia do que o titulo “Drama”.
“Drama” ė um marco na carreira de Bethânia.
Ė o disco em ela, majestosa, embarca na modernidade dos anos 70 entendendo os seus signos musicais, o balanço e a anarquia.
“Drama” ė um disco tranquilo, com momentos tensos e outros leves, soltos na brisa.
A voz de Bethânia coroa tudo com sua persona.

Esse cara/ Bodas de Prata (Caetano Veloso, Mário Rossi & Roberto Martins) (4:00)

Volta por cima (Paulo Vanzolini) (2:33)

Estácio holly Estácio (Luiz Melodia)

sábado, 21 de novembro de 2009

Eduardo Montagnari


Eduardo Montagnari ė meu amigo de longas datas.
Com muita alegria recebo a noticia de que seu primeiro disco solo : “Dajabuticaba” vai ser lançado em shows nos próximos dias 27, 28 e 29 de Novembro no Teatro Oficina da Universidade de Maringá, Paraná.
Nos anos 70 Eduardo fez parte do “coro” do Teatro Oficina e foi lider da banda Vapor Barato, em São Paulo (1979-1981) que gravou um album indepentente “Vapor Barato” no Estudio Eldorado (SP).
Depois do Vapor Barato ele seguiu sua trajetória como professor universitário em Maringá, Paraná; onde destacou-se como teatrólogo e pessoa ativa no cenário cultural da cidade.
A música, porėm, não o abandonou e nem ele a abandonou. Nos ultimos dois anos ele começou a estruturar o que veio a ser este album, o “Dajabuticaba”.
São 18 musicas de sua autoria, sendo que duas eu compartilho com ele em estimada e temporal parceria.
Os arranjos do album são do maestro e pesquisador Rael Gimenez e tem as mãos do engenheiro de som Paulo Machado e Fausto Nobille.
Abaixo, segue o texto que escrevi para Eduardo e que faz parte do belo encarte de 20 páginas que acompanha o Cd.

Ps: Para obter mais informações sobre o Cd e como obtê-lo, contate : ef.montagnari@uol.com.br

Eduardo e a Jabuticaba

Conheci Eduardo Fernando Montagnari, o Tatu, quando a década de setenta começava a dobrar a esquina. Ele tinha um baú de couro cru onde carregava suas idéias, suas letras e pedaços despedaçados de amores e desamores. Ele contava e cantava histórias; falava de Caetano e Rimbaud, contra cultura. Na primeira vez que o ouvi cantar ele dedilhava seu violão alaranjado num apartamento em São Paulo e dizia que... “ fugia da escola/ subia no alto de uma mangueira/ e ficava cantando/ feito a Dalva de Oliveira”. Dava-se pra ouvir a Dalva ao fundo cantarolando o samba Larali-lairá.
Dificil não gostar da musica do Eduardo, de sua pessoa encaracolada e seu sorriso manso e cantador.
A música deste meu amigo é majestosa, mansa e caudulosa.
Não consigo deixar de compará-lo a um rio, queria compará-lo ao pé de jabuticaba.
Mas Eduardo é uma pessoa rio que apaixonada pela canção traz em seu leito ora ligeiro, ora no remanso manso de tudo sem pressa; as paixões que coleciona desde os tempos em que fugia da escola. Curiosamente ele se fez doutor.
Sua música, no entanto, não traz a rigidez da razão cientifica e nem a emoção milimetrada. O conjunto das canções que Eduardo nos dá neste “Dajabuticaba” é de delicias soltas que a gente degusta quando cata de uma lata uma jabuticaba e deixa o sabor explodir na boca.
O pé de jabuticaba, meu amigo, levou trinta anos ou mais para dar ao nosso ar a sua graça.
Temporão. Amigo do tempo, ele nos fala de coisas boas, de tremendos tesouros, da madrugada chegando, dos cabelos, dos amigos, do tudo isto, aqui.

Acendam as luzes do salão, atentem por gentileza, deixem o poeta de cabelos brancos cantar.

“Bem Devagar” (Eduardo Montagnari)

‘Velha Bossa Nova” (Eduardo Montagnari)

“O Amor” (Eduardo Montagnari/Paul Constantinides)

’Pontos de Luz” (Eduardo Montagnari)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Saudosas Bolachas (18/1972)

Egberto Gismonti
“Água e Vinho” (1972)


Egberto Gismonti ( Carmo, RJ, 1947) compositor, musico e arranjador; em 1972 vivia entre as influências do Brazilian Jazz , da Bossa Nova e de seu continuo interesse pelo experimentalismo musical que futuramente consolidaria sua carreira musical.
Egberto iniciou sua carreira participando com a bossanovista canção “Sonho” no Festival da Globo em 1968, quando arrancou elogios da critica e do publico. Desde então iniciou seus estudos de musica dodecafônica na França; e em 1972 encontrava-se num periodo de transição entre a musica cantada e a musica instrumental.
“Água e Vinho”, seu quarto disco, ė um retrato deste periodo e traz registros interessantes do universo de Egberto Gismonti. A musicalidade original, horizontal e vertente já estão presentes de forma incipiente, porėm, dando o colorido necessário para tornar esta obra atraente e importante.

“Ano Zero”(Egberto Gismonti)

” Água e Vinho” (Egberto Gismonti)


Luiz Eça e Quinteto Vila Lobos
“Vanguarda” (1972)


Luiz Eça (Rio de Janeiro 1936-1992) pianista, compositor e arranjador ligado a Bossa Nova e que iniciou sua carreira na noite carioca dos anos 50 com um trio formado por ele, Ed Lincoln e Paulo Ney; e no qual posteriormente passariam João Donato, Milton Banana e Claudette Soares.
Em 1962, ao piano com Bebeto Castilho (flauta, saxophone e baixo) e Helcio Milito (bacteria) formou o Tamba Trio um grupo marcante e carreira fulminante. Foi o primeiro trio a realizar os famosos pocket-shows no Beco das Garrafas.
Luiz Eça fez arranjos para Maysa, Nara Leão, Carlos Lyra, Chico Buarque, Elis Regina, Nana Caymmi entre outros. No inicio dos anos 70 formou o conjunto “A Sagrada Familia” que durou apenas um ano e onde, entre outros, a cantor era Joyce Moreno.
A partir de um encontro com o Quinteto Villa-Lobos, um conjunto de musica de câmara de sopros, fundado em 1962; tento como membros Celso Woltzenlogel (flauta), Paolo Nardi (oboė), Wilfried Berk (clarinet), Carlos Gomes (trompa) e Airton Barbosa (fagote) nasceu o projeto do album “Vanguarda” onde o Quinteto junto com o piano de Eça tocam uma sėrie de musicas populares.
“Vanguarda” ė um registro interessante e inusitado da criatividade de Eça aliada ao requinte clássico do Quinteto Vila-Lobos.

“Construção”(Chico Buarque de Holanda)

”Viola Enluarada”(Marcos e Paulo Sergio Valle)



Airto Moreira
“Free” (1972)

“Fingers” (1972)


Airto Moreira (1941, Itaiopolis, Paraná, Brasil,) notável percurssionista da era do Brazilian Jazz que entre nos anos 60 nasceu no encalço da Bossa Nova, tomou corpo nos bares e boates do Rio e São Paulo, ganhou força, , coração e coragem; e pousou no coração da Amėrica jazzistica dos anos 70.
A trajetoria de Airto começou no Rio de Janeiro em 1964 quando tocou e participou de vários grupos e gravações de discos e rapidamente ganhou o respeito da classe musical. Ligou-se a cantora Flora Purim neste periodo; e em 1968 os dois mudam-se para os Estados Unidos. Nos Estados Unidos Airto passou a trabalhar com Miles Davis; Wayne Shorter, Chick Corea, Dave Holland entre outros.
Extremamente ativo, neste periodo, e desfrutando de grande prestigio no mundo jazzistico norte-americano; em 1972 ele lança dois albuns. Um, “Finger” pela Vivid Sound, com Flora Purim e musicos ligados ao seu circulo criativo; como David Amaro, Hugo Fattoruso, Jorge Fattoruso e Ringo Thielmann.
O outro album “Free” , lançado e produzido pela CBS; traz a musica de Airto acompanhado de feras da gravadora como George Benson, Ron Carter, Keith Jarret, Stanley Clark, Chick Correa, Nelson Ayers, entre outros e a voz de Flora Purim.
Era o Jazz Brasileiro ganhando forma, corpo e cor em terras entrangeiras.

Fingers
“San Francisco River” (Airto Moreira)

“Paraná” (Airto Moreira)
Free
“Jequiė”(Airto Moreira)

“Lucky Southern” (Airto Moreira)





Moacir Santos
"Maestro” (1972)


Moacir Santos (Pernambuco, 1926 — California, 2006) foi um arranjador, compositor, maestro e multi-instrumentista. Iniciou sua carreira no sertão pernambucano como integrante de bandas. Na década de 1940 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi contratado pela Radio Nacional.
Durante dois anos, morou em São Paulo, onde regeu a orquestra da TV Record, voltando logo em seguida para o Rio de Janeiro.
Em 1967 mudou-se para Los Angeles convidado para a estréia mundial do filme "Amor no Pacífico", do qual havia sido compositor. Estabeleceu moradia fixa na região de Pasadena, na California, onde viveu compondo trilhas para o cinema dando aulas de música. Faleceu em 18 de Julho de 2006, uma semana antes de completar 80 anos.
Conhecido por seu virtuosismo, Moacir dominava o saxophone, clarinet, trompete, banjo, violão e bacteria
É tido como um dos maiores mestres da renovação harmônica da música popular brasileira. Foi parceiro de Vinicius de Moraes que o homenageou em “Samba da Bênção": "Moacir Santos / tu que não és um só, és tantos / como este meu Brasil de todos os santos."
Em 1972, Milton Santos gravou o seu primeiro disco nos Estados Unidos com a colaboração do pianista Horace Silver
"Maestro” traz belas composições de sua autoria; desenvolvidas com a liberdade criativa consquistada no mercado em que sua musica mais foi aceita.

“Nanã” (Moarcir Santos)

“Mother Iracema”(Moacir Santos)



Walter Wanderley
”Hits from Brazil” (1972)

Walter Wanderley (Recife,1932-San Francisco,1986) foi um destacado organista da musica brasileira que nos anos 50 iluminou os sambas de Isaura Garcia (sua esposa) e despontou na noite paulista, em programas de rádio e Tv. Em 1966 mudou-se para os Estados Unidos e não voltaria mais ao Brasil.
Nos Estados Unidos chegou a vender mais de um milhão de cópias com a sua versão de Samba de Verão (Summer Samba) de Marcos e Paulo Sergio Valle.
Nos Estados Unidos lançou 18 albuns. Em 1972 ele lançou; “Brazilian Hits”, um album trazendo uma oportuna e interessante coletânea de Bossa Novas e Jazz-sambas dentro do seu estilo e arranjos interessantes harmonizado ao som de seu órgão.

“Samba de Verão” (Marcos e Paulo Sergio Valle)

“Berimbau” (Baden Powell/Vinicius de Moraes)