03/02/2010

Divas de Outrora (03)

DÓRIS MONTEIRO

Adelina Dóris Monteiro é o nome desta diva nascida no Rio de Janeiro em 1934.
Dóris Monteiro iniciou sua carreira aos 14 anos de idade, cantando fados no programa Papel Carbono da Rádio Nacional em 1949. Em 51 foi contratada pela Radio Tupy onde permaneceu por oito anos.
Neste ano gravou o seu primeiro disco já registrando sua voz afinada e melódica e cantando regularmente no Copacabana Palace.
Cantora romântica tinha em seu repertório modinhas, sambas e boleros. Seu primeiro sucesso foi a romântica “Fecho Meus Olhos, Vejo Você” (José Maria de Abreu) e o samba-canção “Se Você Se Importasse” (Peterpan).
Dóris neste período se apresentava nas rádios e nas casas noturnas acompanhadas de sua mãe e um alvará dos Juizados de Menores. Ela tinha apenas 16 anos.
Considera-se Dóris como uma das precursoras, junto com Carmem Costa, de um estilo “diseuse” de cantar; isto é cantar num estilo confidente, proveniente da França.
O estilo de Dóris tornava suas canções ternamente envolventes.

É interessante observar na capa de um de seus primeiros álbuns “Minhas Musicas” (1954) o ar intelectual que lhe confere a foto da capa, sentada no chão, segurando um livro aberto, com uma expressão pensativa.
Ela se casou em 54 com Carlos Rui Meneses, ano em que gravou seu primeiro disco pela Continental (Vento Soprando) onde grava “Joga Rede No Mar” (Fernando Cesar/Nazareno Brita).
Em 56 grava “Mocinho Bonito” (Billy Blanco) que se torna uma das musicas mais marcantes de seu repertório; e neste mesmo ano consagra-se como a Rainha do Rádio, prêmio concedido tradicionalmente pela Rádio Nacional as melhores cantoras.
Dóris gravou várias Bossas e passou entre os anos 60 e 70 mantendo o estilo samba canção, abraçando novas tendências com sua usual delicadeza vocais.

Dóris atuou também como atriz e no cinema participou de filmes como “Agulha no Palheiro” (1952), que lhe rendeu prêmio de Melhor Atriz. Foi dirigida por Carlos Manga em “De Vento em Popa” e por Lulu Barros em “Tudo é Musica”
Na musica, com mais de 40 discos gravados de 1951 a 1981, vale ainda destacar a série de álbuns em dueto com Miltinho (70, 71,72) e outro com Luis Alves derivado de um show do projeto Pixinguinha (1978).
Dóris atualmente ainda se vê requisitada para entrevistas, depoimentos e apresentações. È a memória viva de um período significativo da musica brasileira e sua obra é um retrato deste momento feito com lirismo, estilo e suavidade.
Dóris Monteiro a Diva de Outrora que ainda resplandece.


“Se Você Se Importasse”(Peterpan), 1951

“Faça de Conta”(Fernando Cesar), 1957

“Cigarro Sem Batom”(Fernando Cesar),1956

“Mocinho Bonito”(Billy Blanco), 1957

“Bate um Sino Alem” (Alberto Ribeiro/José Maria de Abreu)

“Coqueiro Verde”(Roberto e Erasmo Carlos), 1970

“O Amor e a Rosa/Guardei a Rosa”(Antonio Maria/Pernambuco), Dóris e Miltinho, 1972.

“De Conversa em Conversa”(Haroldo Barbosa/Lucio Alves)


Dóris Monteiro no Tenis Clube do Rio de Janeiro, em 2007.


10 comentários:

Érico Cordeiro disse...

Chaguei primeiro, meu caro Paul!
A Dóris tem um disco muito bacana, chamado "Mudando de conversa", cuja faixa título é de Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro.
Engraçado como ele não se prendia a rótulos ou estilos: samba canção, samba, bossa nova!
Tem um álbum com o Lúcio Alves (deu até vontade de ouvir, mas estou em Pinheiro City - quando chegar em São Luís vou correr prá estante), no Projeto Pixinguinha que é maravilhoso!
Valeu mesmo!
Abração.

pituco disse...

oi paul,

post bacanudo...já deestaste dóris monteiro poracá, não é verdade?

sempre um prazer ouvir essas bolachas eternas...rs

o érico citou o álbum junto com o lúcio alves...piramidal...garota de ipanema, valsa da uma cidade, mudando de conversa...mucho bueno...rs

minha referência da dóris eram dos duetos junto com o miltinho, qaundo adolescente...e logo que cheguei poraqui, assisti um concerto da lisa ono, cujos convidados eram o johnny alf e dóris monteiro...mucho bueno two...rs...inesquecível.

é isso aí
abraçsons

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

Erico o disco da Dóris com Luis Alves é antológico meu caro.Tem uma palinha deles aqui cantando De Conversa em Conversa.
Vc tem rezão qto a soltura repertorial de Dóris, ela fez isto com muito elegancia e estilo o q a faz ser tão interessante de se escutar.
Agora meu ponto fraco fica com as musicas gravadas nos anos 50. Aquela coisa de dor de cotovelo me pega no emocional.
Abs
paul

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

mr. bacanudo sam
espero q esteja tudo bem ai no Oriente meu caro.

brother agora vc me cobriu de desolaçã com um misto de invejinha...putz este show q vc viu da Lisa Ono com Dóris e Johnny Alf deve ter sido prá lá de piramidal!!!

O disco do Projeto Pixinguinha é obrigatório nas melhores estantes de discos.

Enfim, a Dóris demonstra como o Brasil é feliz em ter tantas cantoras belas.

abs
musa
musicais
paul

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Cristiane A. Fetter disse...

Ah, estas mulheres maravilhosas e suas vozes incríveis.
bjks

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

falo
cristiane (tö doida._)
espero q esteja tudo bem com
vc ai nos EUA. estou no Brasil
abs
bjs
paul

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

falo
cristiane (tö doida._)
espero q esteja tudo bem com
vc ai nos EUA. estou no Brasil
abs
bjs
paul

Alda de Miranda disse...

Great blog,Paul!Parabéns!
Vi seu recado sobre meu livro Tem planta que virou bicho! - que bom que vc gostou! O livro foi destaque na CAPA do UOL e ficou varios dias em detsaque em UOL Crianças! Estou MUITo feliz!
Um beijo
Alda

Alda de Miranda disse...

Great blog,Paul!Parabéns!
Vi seu recado sobre meu livro Tem planta que virou bicho! - que bom que vc gostou! O livro foi destaque na CAPA do UOL e ficou varios dias em detsaque em UOL Crianças! Estou MUITo feliz!
Um beijo
Alda