07/03/2010

saudosas bolachas (05/1973)


EM 73, VENTOS E CONTRA-VENTOS DA BOSSA NOVA.


JOÃO GILBERTO
“JOĀO GILBERTO”(1973)

Este álbum gravado em 73 traz João Gilberto cantando a recem composta “Aguas de Março” de Tom Jobim, entre outros sambas clássicos e “Avarandado”de Caetano Veloso composta no inicio de sua carreira. Acompanhado apenas por um percurssionista, o álbum é um prenuncio dos discos acústicos dos anos 80. No estúdio apenas um banquinho, o violão de João Gilberto e Sonny Car na percurssão.
Um disco suave, com marcações precisas do violão de João e sua voz anasalada e tranqüila. Nem Bossa, nem samba. Tudo isto e João.

“Águas de Março” (Antonio Carlos Jobim)

“Na Baixa do Sapateiro” (Ary Barroso)

“Izaura” (Herivelto Martins/Roberto Riberti)


ANTONIO CARLOS JOBIM
‘MATITA PERÊ”(1973)

Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994). Em 1973 dedicou-se a criar composições voltadas a fauna e flora brasileira.
“Águas de Março”surge deste momento.
Neste disco Tom se aprofunda em arranjos orquestrais. Trabalha com o maestro alemão Claus Orgeman, toca violão e piano acompanhando-se de João Palma e Airto Moreira na percurssão.
“Matita Perë” é um disco onde começa a despontar um excelente Jobim letrista.
Jobim num momento criativo e profuso no coração da América, no ano de 1973.

“Aguas de Março”(Antonio Carlos Jobim)

“Ana Luiza”(Antonio Carlos Jobim)

“Rancho das Nuvens”(Antonio Carlos Jobim)




TITO MADI
“A FOSSA No. 03” (1973)

Chauki Maddi é o nome de nascimento de Tito Madi, filho de uma familia de libaneses radicada no interior de São Paulo. A família Maddi prezava pela musica. Tocava-se violão, bandolim e alaúde na casa de sua família. Tito se tornou cantor na infância, cantou em São Paulo e nos anos 50 chegou ao Rio onde se firmou como cantor e compositor. Sua voz pausada e intimista foi grande influência da Bossa Nova.
Em 1973 Tito continuava com seu show na boate A Fossa que lhe rendeu 04 albuns.
Este é o terceiro da série e traz Tito sintonizado com compositores modernos como Chico e Edu Lobo. Um disco conduzido por seu esplendido piano e sua condução vocal dominante.
Tito Madi, voz, emoção e o ar romântico de tantas canções.

“Canto Triste” (Edu Lobo/Vinicius de Moraes)

“Quero-te Assim”(Tito Madi)

“Atras da Porta” (Francis Hime/Chico Buarque de Holanda)



DICK FARNEY
“DICK FARNEY”(1973)

Farnésio Dutra e Silva (1921-1984) é o nome de nascença do finíssimo Dick Farney.
Piano, classe e estilo suave. Dick Farney foi outro cantor que percorreu os anos 40 e 50 preparando os ouvidos para a Bossa Nova. Não é por menos que sempre foi reverenciado por músicos deste estilo e pelos jazzistas.
Junto com Madi, Lucio Alves e Johnny Alf foi uma das vozes masculinas que mesclaram o samba e a musica romântica americana dos anos 40, num estilo original e sofisticado, e que denominou-se samba canção.
Em 73 Dick com 52 anos de idade fez um disco belo e refinado. Piano, baixo e violão, tudo medido, pequena orquestra de cordas, arranjos pontuais, tudo emoldurando a bela voz deste grande cantor.

“Nick Bar”(José Vasconcelos)

“Sempre Teu”(JoséMaria de Abreu/José Amorim)

“Fotografia”(Antonio Carlos Jobim)

12 comentários:

Érico Cordeiro disse...

Belas escolhas, como sempre.
Esse disco do João Gilberto é primoroso - espetacular a versão de Izaura!!!
Tom é o máximo e o Matita Perê, com letra genial de Paulo César Pinheiro, é um dos seus discos mais extraordinários!
Tito Madi (esse disco eu não conheço - a capa é meio psicodélica!) e Dick Farney são fundamentais para o surgimento da Bossa Nova - tão importantes quanto Johnny Alf e igualmente esquecidos!
Bom ter você para zelar pela nossa memória, Mr. Paul!!!!
Abração!

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

grande Érico eu q te agradeço pelas informações preciosas q rolam no seu blog da hora.
adoro muito a musica do Dick Farney, a voz do Madi...tem ainda o Luis Alves e o Johnny Alf...quarteto importante de vozes masculinas no periodo pré-Bossa.
Mas se algo esta esquecido, pelo menos não esta perdido.
vamos em frente.
abs
paul

Anônimo disse...

Paul, são discos muito legais.
Nóo ouvíamos esse Matita Perê dia e noite.
abs.
Antonio

Rotten´N spoiled disse...

que trabalho primoroso,Paul!meu coração hoje ficou com Dick Farney...

pituco disse...

grande paul,

isso é (ou foi) música popular brasileira?...será que estamos corretos?...rsrsrs

the best...aliás, como teu blog e postagens

abraçsons

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

muito obrigado Antonio, Rotten e Pituco.

Antonio, Matita Pere, é um belíssimo disco mesmo. Imagino o quanto vc deve te-lo degustado.

Rotten Dick Farney é tudo de bom. A voz dele era envolvente mesmo.

Pituco vc é muito gentil.
sabe, tem uma linha,mais recente, de pensamento que se refere a musica, como musica brasileira, ou canção brasileira. o termo popular realmente embaça um pouco e entra num ponto meio classificatório...algo assim..risos...musica é musica né...e a gente nem sempre esta certo, e tbm nem semrpe errado.
abs
piramidais

paul

Edna Medici disse...

Paul, eu tenho até hoje os 4 volumes, em vinil, de A Fossa de Tito Madi, algumas músicas quase que com furos de tanto ouvir. Adorava "Minha". Faltou essa em seu blog pra me levar à loucura!!!
Como sempre, seu blog no maior bom gosto!

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

Q beleza Edna! Guarde com carinho estes vinis, além de belas musicas, as capas destes discos são um marco da época...super psicodélicos.

ah Edna foi super dificil escolhar as 03 canções pra postar...^Minha^é super linda..agora o legal é que ^Sempre Teu^ é do José Maria de Abreu, da terrinha, jacariense..legal né?

abs
paul

Anônimo disse...

Aeee Paul

Muito bom o blog, estou seguindo e até divulguei para uns amigos na nossa faixa de idade.
Como andam as coisas?
Está no Brasil ou voltou para USA?

abs
Georges

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

Georges, obrigado pelo comentário e pela ajuda.
por aqui tudo em paz.
estou no Brasil.
abs
paul

fernanda disse...

seleções bem romanticas essas últimas postagens hein Paul...
brindemos!

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

valeu fernada.
a Bossa Nova sempre levou uma dose forte de romantismo, assim como o samba-canção.

fernanda, seu blog esta um primor.
abs
paul