15/05/2021

MUAU – Parte 01 – Início e o 1º. Festival

                                                                                                      logo criado por Tainan Moreno


Alguns anos atrás foi que me surgiu a ideia do Muau. Em Jacareí, bares, parques, salas de espetáculo, largos, apresentavam e transbordavam música.

Assim eu via e vivia.

Contatei amigos, conhecidos e foi de reunião em reunião que um grupo surgiu, um nome apareceu, MUAU (Musica Autoral), e se constatou a necessidade de um festival, um palco onde esta luminosa criatividade musical, deste segmento de artistas da cidade, pudesse se apresentar.

                                                                                                    uma das reuniöes que deu origem ao MUAU.

Tudo isto em 2017.


            A gestão desta ideia atravessou ano. Outro ano, e em 2019 ganhou corpo através de um Edital do Proac das Cidades, onde propus o projeto Festival Musica Autoral de Jacareí, Muau, com a participação de oito trabalhos musicais. Assim sendo para adequar o projeto a verba disponibilizada deste edital que era para pequenos eventos; levando em conta ainda, a contratação de uma equipe de sonorização, apresentadora, criação do logo-cenário, produção e direção.

Importante ressaltar o apoio voluntário de amigos que registraram fotografando e filmando o evento e que municiaram a memória dele.

            Realizou-se assim o 1º. Festival Muau em 2019.


                                                                             

                                                                                               cartaz do 1o.Muau    

            Foi entre outubro e novembro de 2019 na Sala Mario Lago, espaço administrado pela Fundação Cultural local, e que fica no centro da cidade.  A sala fica num largo chamado Pátio dos Trilhos, onde antigamente operava uma Estação de Trem. Nesta sala, com capacidade para uma centena de pessoas se deu o 1º. Muau.

                         Para este festival elenquei os trabalhos que já havia vinculado num documentário produzido em 2018, chamado “Registro Muau”, onde há clipes e depoimentos.

            Este elenco não foi estabelecido dentro de um critério previamente formado, mas sim de uma janela de oportunidade, aliada a proximidade num determinado momento, porém, principalmente pela identidade que representam, pela importância que traduzem no fazer musical.

            Neste Festival se apresentaram 08 trabalhos musicais divididos em duas noites, intercaladas por uma noite onde houve a exibição do documentário Registro Muau.

                                                                                            o documentário Registro Muau


            Na noite de 28 de outubro, se apresentaram nesta ordem:


Canto de Coruja

O Canto de Coruja, reunião de músicos em volta de um projeto de música infantil que rompe a barreira do acalanto tornando vibrante o resultado musical onde a poética, a canção didática e folclórica se mistura.  Fazendo o brincar cantando e o cantar brincando surfando sobre ritmos urbanos e regionais.    Eva Siawa e Izildinha Costa no canto, João Fernandes no canto e na guitarra e violão, e os irmãos Lima, Diego no contrabaixo e Tiago na bateria.

            André Cambuzano (Briuza)


Musico, camaleão, que no canto e na guitarra ou no violão conecta sua energia vinda das entranhas do samba, do rock, do blues, da bossa e do mpb, numa vertente de música popular vibrante.

                        Zezé & Simões

                        Dupla formada nos 80. Um Rouxinol e um Poeta, que se conectam com a simplicidade dos lugares, com a singularidade das coisas e das pessoas, cantando o caminho, cantando a estrada, o espanto e a palavra. Musica da região, é o que pulsa nesta dupla.

                        Murilo Cambuzano 

Compositor , cantor, violão e guitarra que conduz poesias com influência regionais e experimentações que realcem a identidade brasileira e as sentimentalidades existências presentes na maior parte das poesias que inspiram seu trabalho.

Ao se apresentar em 2019, Murilo estava começando a formar a banda Tupi Di Mim, que se apresentou, após, no 2º.Muau.


Na noite de 11 de novembro, se apresentaram nesta ordem:


                Paul & Feijão

Dupla formada por mim e o compositor e contrabaixista Carlos Feijão que desde 2016 estabelecemos uma parceria musical na qual resultou no álbum Um Blues na Casa do Samba, que neste festival foi apresentado por nós, com a participação de André Briuza na guitarra, Giovanni Liguori na bateria e Jorge Volpe na gaita.

                    Corujas de Gothan


            Corujas de Gotham começou em 2013, num período de protestos na cidade de Jacareí, a famosa Gotham City.  Estela e Aninha, na vontade de fazer um som chamaram     mais três amigas (Naiara, Bruna e Bruninha) que inspiradas principalmente em Le Trigre,     Joy Division, TPM, Bikini Kill e Bulimia, criaram alguns sons próprios e versões. Em          maio de 2018 lançaram o EP Nossa Vez, e em fevereiro de 2019 participaram da  Coletânea Sub Vale .    A formação atual conta com Aninha no vocal, Aline no contrabaixo e back vocal, Yasmin no teclado, Marcos na guitarra e Bruninha na bateria.  Suas letras tem base em vivências sempre com críticas ao sistema patriarcal que sempre segrega, rebaixa e as colocam como seres frágeis e submissas. Um grupo feminino na essência punk.

                    Edson Souza

Herdeiro do movimento de contracultura dos anos 70, Edson Souza é um musico compositor cósmico ligado mais a ideais do que ideias, tendo uma postura artística e politica sem ser político. Mas é explicito no seu cantar e fazer musical a sua personalidade única que transcende estes elementos na estrada onde ecoam os rocks rurais, os rocks astrais, o rock.

                        PSHC

                    O grupo Paulada no Sistema Hard Core (PSHC) já traz explicito no nome    uma proposta musica evidente. Onde Claudio, o fundador da banda, a autodenomina de Hardcore de periferia. Voltado a injustiças sociais, corrupção e alienação, tendo no canto gutural, na guitarra de timbre nervoso, uma marca registrada com um resultado impactante.

Claudio (vocal) Aline e Aninha Ramone (back-vocais), Paulinho (guitarra), Zoreia (contrabaixo) e Rodrigo (bateria).


Conheça o Canto de Coruja

Conheça Zezé & Simões

Conheça André Briuza

Conheça Murilo Cambuzano

Conheça Paul & Feijão

Conheça Corujas de Gotham

Conheça Edson Souza

Conheça PSHC




NA PROXIMA POSTAGEM 

TUDO SOBRE O 2o. MUAU 

QUE SE REALIZOU EM 2020

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